Edição (ANTERIOR) de Março de 2013.

DO SER SINGULAR AO SER UNIVERSAL

Laura Tonini
 


Os mitos estudados pela Filosofia e Mitologia Greco-romana nos levam a refletir a respeito da maneira como os seres humanos comportam-se ante as relações sociais, afetivas, fatos do cotidiano que passam despercebidos, devido ao automatismo instintivo que conduz o ser humano. Entretanto, por meio dos contos fictícios e surreais, somos incentivados a observar e a exercitar a capacidade que possuímos de mudar a perspectiva sobre as coisas à nossa volta, embora tais potências estejam esquecidas no cotidiano conturbado do século XXI.
O mito de Pigmalião, relatado pelo poeta romano Ovídio (início da era cristã), em sua obra “Metamorfoses”, trata de um escultor que, chocado e revoltado com as mulheres levianas da sua época, decide viver solteiro. Nesse ínterim, o artista esculpe a estátua que nomeou de Galateia, a figura perfeita, em sua ideal concepção de beleza.
Em um encontro, Pigmalião pede a Afrodite, deusa do amor e da beleza, que materialize a mulher que esculpira. Afrodite, pois, atendeu ao seu pedido desesperado como a última esperança que lhe restara. Quando Pigmalião chegou à sua casa, Galateia o esperava. Para sua surpresa, com sangue pulsando em nas veias. Felizes, uniram-se e constituíram uma linda família.
No que concerne à realidade, este mito nos impulsiona a almejar aquilo que desejamos, com determinação e otimismo. Não que transformaremos pedra em flor, mas as nossas atitudes e pensamentos refletem no mundo de forma multiplicativa.
Alguns psicólogos dos anos sessenta, estudando o mito, entenderam que acalentar alguma idealização pode se revelar profícuo numa relação, inclusive sustentar constantemente o otimismo pode resultar em benefícios imensuráveis.
A teoria denominada “Efeito Pigmalião” sustenta que ao confiarmos em nossos pensamentos, vontade, otimismo, ou seja, atentar-se às potências que nossa psique possui, o que desejarmos positivamente se presentifica. Por outro lado, quando pré-julgamos ou preconceituamos algo ou alguém, acabamos por não conhecer e ocultar as boas qualidades da pessoa, situação ou coisa, deixando espaço somente para os aspectos negativos.
Pessoas não são perfeitas, que não somente em nossa psique, pois a perfeição idealizada não é possível. Devemos respeitar a individualidade que cada ser possui, junto a suas qualidades. Conhecer e formar conceitos apenas após minuciosa análise do caráter real que o ser individual, universal e espiritual carrega consigo. Assim como somos imperfeitos, os outros também o são, carregamos potencialidades e limitações. Cabe a cada um realizar a sua reforma íntima, esta que se estenderá beneficamente do singular ao coletivo. Dessa forma modificaremos um pouco do mundo ao nosso redor. 
A fraternidade e a justiça para com o próximo deve ser o que rege o ser humano, não ocultando os pensamentos bons, mas sim exteriorize-os. As benevolência e indulgência se propagam, porque o bem não tem fronteiras.





Palestra
Carlos Baccelli palestrou em Marília
Monitoria
Prazer em dividir conhecimento
Mestrado
Da graduação ao mestrado
Intercâmbio
20 dias em Granada

Ciência sem fronteiras

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