Edição (ANTERIOR) de Março de 2013.

Educação e ética da amizade: um novo paradigma educacional às crianças e adolescentes com deficiência mental

Sarah Caroline de Deus Pereira - Melissa Zani Gimenez
 


A humanidade demonstra por fatores histórico-culturais a segregação das pessoas com deficiência, marginalizadas por milhares de anos do acesso ao ensino. Nesta perspectiva, pauta-se atualmente uma educação norteada pela ética da amizade, que tem por matriz a valorização e respeito da subjetividade das crianças e adolescentes com deficiência mental.
            A educação é direito social amparada na Constituição Federal, assentada no princípio da dignidade da pessoa humana, aplica-se a todos indiscriminadamente, sendo indispensável a sua prática mediante a ética da amizade, que por sua vez é fundamental no universo das crianças e adolescentes com deficiência mental, por necessitarem de cuidados especiais, sendo indispensável nessa simbiose a postura ética.
As obrigações éticas da convivência humana devem pautar-se em direitos e deveres, de modo que qualquer cidadão deve realizar relações interpessoais com seus semelhantes visando à obtenção do bem comum.
A discriminação da pessoa com deficiência é algo notório na sociedade brasileira, principalmente quando é mental, infelizmente muitas famílias sem informação não atentam para a promoção da cidadania de seus filhos com deficiência, principalmente quando a patologia mental, de modo que as relações familiares estabelecidas no lar desprivilegiam o sujeito com deficiência mental enquanto criança e adolescente de viverem igualmente com os demais, respeitando assim a singularidade dentro da própria doença, preparando esses jovens para o mundo externo.
Diante do ranço histórico-cultural discriminatório e preconceituoso às pessoas com deficiência, que é o caso do Brasil; garantir o direito à educação pautada na ética da amizade às crianças e adolescentes com deficiência mental, é sem dúvida, uma prioridade e um passo fundamental na consolidação da cidadania do país.
A atitude ética deve ser uma atitude de amor para com a humanidade, em que cada pessoa que vive em sociedade seja responsável para que os demais consigam usufruir das mesmas oportunidades e direitos que ele próprio, para que todos consigam alcançar a felicidade. Desta forma, educar a criança e adolescente para uma vida sadia em sociedade é praticar a ética da responsabilidade humana, ofertando para essas pessoas em desenvolvimento a superação das desigualdades sociais. Um sistema político social que aceita as desigualdades, as misérias, a falta de oportunidades e a exclusão social é um sistema antiético que deve ser superado.
A ética da amizade proposta por Aristóteles é a melhor pedagogia aplicada à educação de crianças e adolescentes com deficiência mental, porque as reconhecem como seres independentes, respeitando as suas limitações e proporcionando uma efetiva interação social, deslegitimando o preconceito e a discriminação.
Em apertada síntese, é indispensável que se paute um novo olhar às crianças e adolescentes com deficiência mental, operando a ética da amizade neste ponto, como o meio hábil para atenuar as diferenças e estabelecer liames éticos e afetivos para com o aluno devido as suas particularidades, mas principalmente, em estabelecer um ambiente escolar propício para a prática de atos integrativos que consagrem a equidade no tratamento.





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