Edição (ANTERIOR) de Agosto de 2013.


Computação 15 anos

Ciência da Computação, 15 anos desenvolvendo habilidades, conhecimentos e talentos

O ano era 1998. Tradicional instituição de ensino criada em 1967, a Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha oferecia três cursos – Direito, Administração e Ciências Contábeis – mas estava decidida a ir além.
 


             O desenvolvimento da sociedade e as exigências do mercado de trabalho colocavam em pauta a necessidade de boa formação em novas áreas.

            Surgiu, assim, o bacharelado em Ciência da Computação, oferecido pela primeira vez no vestibular de agosto daquele ano. Junto com ele, outros quatro cursos foram lançados (Letras, Comércio Exterior, Marketing e Análise de Sistemas).
            O projeto encaminhado ao MEC, solicitando autorização para início do curso de Ciência da Ciência da Computação, havia sido autorizado com conceito A, fato inédito na área até então. E não podia ser diferente. A equipe contratada era de renomados docentes e pesquisadores, boa parte deles oriunda da Universidade Federal de São Carlos, a UFSCar. Ao professor Ildeberto de Gênova Bugatti coube a tarefa de implantar e consolidar o curso. Ao seu lado, vieram profissionais conhecidos, como os professores Cláudio Kirner, Mário Jino, Paulo Cruvinel, Tereza Kirner, Chusaburo Motoyama, Marcos Mucheroni, além de outros que chegariam depois.
            “Eles tinham um perfil marcadamente voltado à pesquisa avançada, característica que acabou determinando os rumos do curso pelos anos seguintes e está presente até hoje entre os nossos professores”, ressalta Bugatti.
 
Pesquisa e empreendedorismo
            A criação do mestrado em Computação, pouco tempo depois, reforçaria este perfil na graduação. Da mesma forma, o surgimento do Centro Incubador de Empresas de Marília (CIEM), o primeiro de base tecnológica do interior paulista, tem a marca do professor Bugatti. “Eu tinha esse projeto na UFSCar e achei que seria fundamental concretizá-lo aqui no Univem, para permitir que as boas ideias que brotavam das pesquisas pudessem se transformar em produtos e empresas”, comenta.
            A história mostraria o absoluto acerto das apostas feitas por Bugatti. Dezenas de empresas já ganharam o mercado a partir da incubação no CIEM, muitas criadas por alunos e ex-alunos da instituição. Algumas, como a Pagamento Digital, TPC e Tray, foram protagonistas de negócios com grandes empresas nacionais e estrangeiras.
            Posteriormente, em 2006, o CIEM ganharia a sua unidade II, fora do campus, e abriria seu leque também para empresas de base industrial e de serviços.
            Vander Fernando Galvão, graduado na primeira turma do curso, também foi o primeiro a incubar uma empresa no CIEM. Ele nos conta esta história na matéria ao lado.
 
Homenagem ao pioneiro
            O professor Bugatti foi o primeiro coordenador do curso de Ciência da Computação do Univem. A ele também coube a direção da Faculdade de Informática de Marília (FIM), criada em 2000, até que fosse extinta, em 2003, para dar espaço à transformação da instituição em centro universitário. Os primeiros e determinantes anos do CIEM também estiveram sob sua coordenação.
            Muitos de seus alunos, já titulados mestres e/ou doutores, atuam hoje como docentes e pesquisadores no Univem e em outras instituições de ensino, outros transformaram-se em empreendedores, outros ainda trabalham em grandes empresas.
            O professor Fábio Dacêncio Pereira faz questão de render suas homenagens ao mestre. É dele o artigo “Era uma vez um chip queimado”, que expressa bem a alma de educador e pesquisador do professor Ildeberto de Gênova Bugatti, protagonista e símbolo destes 15 anos de Ciência da Computação no Univem.
 
 
Pesquisadores, docentes, empreendedores, profissionais do mercado
 
            O mercado atual pede profissionais capazes não só de usar, mas também de fomentar o desenvolvimento da tecnologia. O profissional de Ciência da Computação é a pessoa que vai conhecer a teoria e os métodos computacionais, a fim de colaborar com a inovação e o desenvolvimento de aplicações nas mais diversas áreas.  O curso dá uma formação abrangente ao aluno, tornando-o apto a atuar nas mais variadas áreas, como: software básico ou científico, arquitetura e redes de computadores, engenharia de software, banco de dados e desenvolvimento de sistemas. Além disso, capacita-os a prosseguir seus estudos no nível de pós-graduação Lato Sensu (especializações) e Stricto Sensu (mestrado e doutorado), especialmente àqueles que desejam a carreira de pesquisador e/ou docente de ensino superior. O egresso também pode ser um empreendedor, montando seu próprio negócio.
            Nesta edição, você vai conhecer alguns ex-alunos que ingressaram por estas vias e encontraram a realização profissional.
 
 





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