Edição (ANTERIOR) de Agosto de 2014.

A administração moderna e uma nova política para que não desistamos do Brasil

* Por Marcelo Morro
 


 A forma de governar um país também depende de um “gerente” ou de vários “gerentes”. Governar é administrar. Embora a candidata à Presidência da República, Marina Silva (PSB), tenha dito que o Brasil não precise de um “gerente”, entendo que este país precise de um “gestor do conhecimento”, mesmo que não tenha tido uma formação em Administração, mas que seus conhecimentos e princípios estejam voltados para uma visão estratégica e que seja capaz de ouvir e aceitar as ideias de outros profissionais, especialmente de administradores de empresas, cuja formação e experiência fomentam deste tipo de visão e estabelece metas coerentes para se alcançar os objetivos estabelecidos.

Podemos até aceitar que o Brasil precise de uma nova política em que a então candidata articula e defende, mas realmente só se faz uma nova política baseada em estratégias conscientes e de acordo com os fundamentos e práticas da administração moderna.

Como ficou conhecido no mundo todo, com suas ideias, pensamentos e atitudes gerenciais, Peter Drucker será sempre para nós "o pai da administração moderna". Nesta nova forma de administrar, ele destaca firmemente que todo administrador tenha que adotar estratégias voltadas para uma administração eficaz e participativa, com atitudes gerenciais concretas e coerentes e que constantemente esteja policiando os seus envolvidos da sua administração.

Hoje na política atual brasileira muito se diz “eu não sabia”. Daí eu pergunto: em se tratando destes atuais e mais recentes escândalos envolvendo a Petrobras, por exemplo, como uma presidente pode afirmar que não sabia de nada? Há alguns anos atrás, quando estourou o escândalo do “mensalão”, o presidente anterior também utilizou desta mesma frase em que não tinha conhecimento de nada.

Não é possível que um “gestor” ou o responsável por uma organização, neste caso em se tratando de uma nação, possa dizer e ainda que publicamente para o mundo todo, que não sabia de certos assuntos que no meu modo de pensar e agir são cruciais e de inteira responsabilidade do administrador.

Peter Drucker já dizia: “O gerente que quer ser eficaz e que quer sua organização eficaz está continuamente policiando todos os programas, todas as atividades, todas as tarefas”. Portanto, pode até ser que esta nova política que possa surgir mude algo no que diz respeito ao policiar as pessoas, os responsáveis e todas as empresas e ministérios envolvidos no governo, mas se esta nova política não mudar esta visão atual de governar o país, com base nos fundamentos e princípios da administração moderna e estratégica, mais uma vez estaremos sendo “comandados” de forma ineficaz, enganadora e sem perspectiva de crescimento.

É fato que diante desta forma atual de governar o país, estivemos informados recentemente também de que a economia brasileira não anda nada bem. Um dos principais índices de crescimento da economia mundial, o PIB (Produto Interno Bruto), encolheu 0,6% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores. Além disso, os resultados do primeiro trimestre foram revisados de alta de 0,2% para queda de 0,2%. Com dois trimestres seguidos de resultado negativo, podemos considerar que tecnicamente o país está em “recessão”. Isso não acontecia desde a crise financeira global dos anos de 2008 e 2009.

Não estou aqui para defender um político e nem para crucificar a gestão do governo atual da então Presidente da República e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), mas para apenas opinar como um administrador e cidadão consciente o meu sentimento de que é preciso e possível mudar a forma de administrar este país, de que podemos alavancar o crescimento de forma eficaz e evitar a médio e longo prazo uma crise maior e que possa trazer riscos ao Brasil tanto externo como internamente.

Como Philip Kotler diz: “Empresas de sucesso são empresas que aprendem. Elas obtêm feedback do mercado, fazem auditorias, avaliam resultados e efetuam correções destinadas à melhoria do desempenho.” Isto é a nova política, é esta a forma mais eficaz e ideal de se governar e administrar com qualidade um país, aprendendo a cada dia, policiando sua equipe, debatendo novas ideias de uma forma mais participativa com as pessoas, sendo mais transparente e justo e, principalmente, comprometido com políticas que atendam as reais necessidades do povo brasileiro como a educação, saúde, geração de empregos e segurança.

Que este país possa crescer em um ritmo mais acelerado, com metas e atitudes sérias e de comprometimento com esta nação, que jamais desistiu, desiste ou desistirá deste país. Este é o Brasil, dos brasileiros, de um povo “heroico brado e retumbante”, e este é o meu desejo de mudança e de um país melhor para todos.

 

 

 

* Marcelo Morro é ex-aluno do Univem, formado em Administração. Artigo originalmente publicado no site Administradores do Brasil.

 
http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/a-administracao-moderna-
e-uma-nova-politica-para-que-nao-desistamos-do-brasil/80765/
 

 






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